terça-feira, março 11, 2008


A flutuar em descontentamento,

lágrimas rimadas ecoam-me aos ouvidos como sintonias a marchar na grande orquestra de Beethoven.

Desculpas te dou, paisagem que passas por mim e nem um olhar te dou.

Pensei em tocar-te...como seria sentir um corpo guloso investido contra um corpo astronómico que vibra em mil e um pensamentos de verdadeiras emoções que nunca conhecerás.

Pensava, penso e pensarei em ti e eu! Homem sem fala nem vergonha, que me despes sem alguma vez me teres visto.

Não tenho nada a perder, apenas o que de bom me tocou.

Encontrar-te-ei, Homem invisivel, nessa paisagem que criamos nos nossos sonhos perfumados.

domingo, março 02, 2008

Dei um passo....dei outro....e mais um...assim, fui andando. Olhei para o lado e para o outro e nada mais senti que um alivio...O dia estava a cumprimentar-me.
Deixa-me dar-te poesia!
Moldo-te, menino distraído, não te deixo derreter. És forma e uso em que todos te tocam mas só a mim me sentes. Sem mãos, sem pés, sem olhos e sem boca, tornas-te boneco de lata nas minhas mãos.
Que tanta personalidade para um boneco sem coração.
Como eu penso em ti, que te deixei pendurado nos meus fios de misericórdia.
Aí boneco de lata, não te estrangules mais na tua confiança insensivel, que não existe, que não é nada.
Transforma-te e torna-te sentimento justo que em mim cresce pecado.
Deslumbra-me Homem de lata que o meu corpo arrepia-se pela distorção do futuro que nos espera.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Senti

Tu
Que nada temes e muito te escondes dentro do teu peito rijo, mergulhaste comigo até aos prazeres infinitos....
Tocaste-me e senti que tudo podia perder. E assim os meus sentidos se perderam.
A tua alma foi feita de areia movediça na qual eu tenho escorregado....
Ainda bem que me prendi ao meu tronco de bom senso.
Gosto de ti

domingo, fevereiro 17, 2008

Meu falso cor de rosa

Já fui uma menina de cabelos longos, vestidos e sapatos de porcelana. O mundo cresceu e eu cresci com ele. Cortei os meus cabelos longos, deixei os meus vestidos e parti os meus sapatos. Aquele mundo que eu outrora conhecia transformou-se num local de guerra.
Tenho medo de crescer , de não saber mais onde pisar, que caminho tomar.

O verde transformou-se em vermelho.
O rosa em preto.
O homem num monstro!


Quero a verdade, a sinceridade, a felicidade nos olhos de um rapaz, a bondade de quem sofreu, o sorriso do mais triste dos seres.
Nunca estive tão desiludida e tão transformada por este mundo de má fé!
transforma-te rapaz que ainda nada viveste

Cresce homem e deixa que os teus rebuçados se transformem em balas.
Perdoa os meus beijos sentidos e a minha ingenuidade, ás vezes esqueço-me que as pessoas podem ser falsas casas de chocolate...

terça-feira, junho 19, 2007

Óh ansiedade pecaminosa que suspiras por não olhar para trás, que fazes o meu coração bater por querer esqueçer...


Sim já andei por montes de encantar, já vi cavalos passar mas sei de várias maravilhas que um dia vou deslumbrar.


Óh que nervoso é este que não me deixa andar para a frente sem pensar nas pedras no chão, que tira em mim aquele segredo de que a vida é preciosa...




Sabes vida minha ainda te vou ensinar muita coisa!

sexta-feira, junho 15, 2007

Sim, voltei!


Navegando por mares nunca dantes navegados,
sentindo adrenalina subir e um aperto no coração,
rezei por segurança de chegar sã e salva.

O meu barco despenhou-se,
a minha vida cambaleou,
e o universo a última suposta imagem.

Agora, senhoras e senhores encontro-me perante vós agradeçendo pelos mais sinceros aplausos da minha curta aventura que me ensinou que podemos acreditar na reencarnação.

quinta-feira, junho 14, 2007

Rapaz que andas descalço e sem vergonha,
Que vives a vida e não olhas para trás,
Que te rodeias de gente bem disposta,
Onde puseste os teus sonhos?

Rapaz, foste visto a rir das amarguras da vida,
Foste ao baile dos sorrisos imperfeitos,
Saíste de lá desfeito mas mais perfeito que todos,
Onde escondeste as cores da tua alma?

Rapaz que lutas por tudo o que é saudável,
Dás espaço a novas culturas e a novas maravilhas,
Combates o tempo com as tuas mãos de trabalhador,
Onde deitas as tuas vazias lágrimas?

Rapaz que te tornas homem vagabundo,
Cresceste num mundo louco,
Num mundo pobre em sentimentos,
Onde deixaste o teu amor?

Eu, rapariga de sapatos de cristal,
Com vestidos de porcelana;
Apaixono-me por força de vontade pelo chão sujo que pisas,
Apaixono-me pela luta de mudar os sentidos da vida,
Apaixono-me pelos teus olhos de desejo sedento por tudo o que nasce.

Rapaz descomposto que retiraste em mim o vestido que escondia o meu coração de egoísmo,
Que mostraste ao mundo como se pode voar despida,
Que acalmaste o meu sentido de vida…
Rapaz podemos caminhar juntos e sentir o mundo nos nossos pés?